A escuridão agora é sua inimiga. Não são monstros, não são zumbis, nem tampouco vampiros estereotipados. É a própria escuridão, destilada, deslizando entre rochas e árvores putrefatas em uma tentativa funesta de agarrar o seu tornozelo! Bem, não propriamente o seu tornozelo, é claro, mas o de Alan Wake, um escritor “Bestseller” que subitamente se vê aprisionado dentro da sua própria imaginação doentia.
Algo acima lembra remotamente o estilo singular da narrativa que conduzia os leitores através da inflamada literatura pop de horror dos anos 80? Sim. E é exatamente esse clima, tão estereotipado quando cativante que aguarda quem resolver colocar os pés da pitoresca Bright Falls, um lugar onde o mal é quase tangível, as imaginações tomam forma... e “o café é ótimo”.
Após mais de quatro anos engavetado, houve muita gente que, com certa razão, já ensacava Alan Wake juntamente com outros “vaporware” notáveis, tais como Duke Nukem Forever. Afinal, cá entre nós, o anúncio oficial do título da Remedy dividiu o palco da edição de 2005 da E3 (Electronic Entertainment Expo) com anúncios como Game Boy Micro e a revelação do novo console da Microsoft: o Xbox 360.
Isso assomado ainda às constantes evasivas da desenvolvedora em relação a uma data de lançamento — coisas do tipo “quando estiver pronto” — fomentou com o tempo a nítida imagem de algo que provavelmente não veria a luz do dia. Não obstante, finalmente Alan Wake foi lançado, e o produto final realmente não decepciona.
Fonte: Baixaki Jogos
Nota de gráfico:9,7
Nota de áudio:9,6
Nota de jogabilidade:9,8
Nota de imersão:10
Nota de diversão:9,7
Nota de single player:9,8
Média final: 9,7


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